Põe mais tinta na caneta...

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Põe mais tinta na caneta...

Põe mais tinta na caneta, prepara o caderno, Tenho rimas para o verão, para o frio e para o inverno. A minha mente não descansa, trabalha em modo interno, Transformo pensamentos em versos, faço do caos um governo. Tenho uma metralhadora, mas dispara vocabulário, Cada verso é uma descarga, cada bloco um dicionário. Tu procuras uma resposta, eu já tenho um repertório, Quando acabas a primeira, já escrevi o relatório. Uma, duas, três, quatro, nem preciso de contar, Enquanto escolhes as palavras, já te estou a ultrapassar. Não me falta inspiração, tenho tinta para gastar, Se a folha ficar pequena, arranjo outra para continuar. Não confundo velocidade com falta de qualidade, Tenho técnica na escrita e controlo na identidade. Não é sorte, é persistência, é trabalho e criatividade, A minha caneta tem memória, a minha mente tem liberdade. Põe mais tinta na caneta, deixa a folha ficar preta, A minha mente é uma fábrica, não conhece uma meta. Metralhadora de rimas, cada barra é uma seta, Quando penso que terminei, nasce outra letra. Não me peças para abrandar, tenho ideias em contramão, Uma rima puxa outra, é uma reação em combustão. Tenho palavras na reserva, tenho versos em construção, Faço engenharia de sílabas sem perder a direção. A minha escrita não é cópia, tem assinatura própria, Cada linha tem um peso, cada frase tem memória. Não preciso de inventar uma personagem para a história, Sou autora do meu percurso, não dependo da vitória. Disparo barras em sequência, sem perder a precisão, Tenho a métrica na cabeça e o compasso na respiração. Se me deres um beat vazio, dou-lhe personalidade, Faço música com ideias, dou-lhe forma e identidade. Tu queres medir talento pela quantidade de palavras, Eu prefiro que me escutes e percebas o que elas carregam. Uma barra bem escrita vale mais do que cem vazias, E eu tenho tinta suficiente para escrever mais mil poesias. Rima que rima, palavra que encaixa, A mente dispara, a caneta não baixa. A ideia não falha, a escrita não relaxa, Se fechas uma porta, a criatividade abre a caixa. Tenho tinta, tenho traço, tenho espaço para mais, Tenho frases trabalhadas, tenho flows originais. Cada verso é trabalhado, cada ritmo é calculado, Não é só velocidade, é saber quando é disparado. Põe mais tinta na caneta… Que a história não acabou. A folha pode ficar cheia, Mas a minha mente não parou. Uma caneta, mil ideias, Uma voz, várias maneiras. Se perguntarem quem escreve… Sou eu. A tinta é minha. E as palavras são certeiras.

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