"amigo dos copos" parte2
Se eu tiver, partilho, mas não pago pela presença, Não transformo o meu carinho numa taxa de pertença. Quem me quer só pela festa vai perder a celebração, Porque eu fecho a conta ao copo, não fecho o meu coração. E se amanhã eu vencer, não confundam com mudança, Quem ficou na fase difícil tem lugar na caminhada. Quem voltou pela fartura vai encontrar a porta fechada, Não preciso de uma multidão para seguir a minha estrada. Diz-me quem és quando não há jantar, Diz-me quem és quando não posso pagar. Se a amizade tem um preço, eu não quero comprar, Quero alguém que fique mesmo quando nada posso dar. Não sou caixa multibanco, nem distribuo patrocínio, Não financio falsas juras para alimentar o convívio. Hoje faço menos brindes, mas enxergo muito mais, Menos gente à minha volta, mais tranquilidade e paz. E aos amigos dos copos, deixo aqui a informação: A bebida pode acabar, mas não se vende o coração. Se me queres pela carteira, não me conheces de verdade, Porque o dinheiro compra a rodada, nunca compra lealdade. Amigos, agora eu sei Quem esteve pelo que eu tinha e quem ficou pelo que sou. Um brinde aos verdadeiros, a quem nunca se afastou, Porque amigo de verdade fica quando o resto acabou. Amigos… Agora já sabes quem são.
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