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Yo… De Portugal para Moçambique, mano! Duas terras, duas histórias, tanta coisa para contar… Mas diz-me: o que é que nos separa se temos tanto que nos pode juntar? Isto é para ti, meu irmão! Venho de Portugal, trago o mar na memória, A saudade na voz e as raízes na história, Da guitarra portuguesa ao batuque africano, Hoje o mundo fica pequeno quando rima um mano. Do Tejo ao Índico, há pontes por construir, Há culturas diferentes com vontade de sorrir, Tu tens a tua terra, eu tenho a minha nação, Mas a distância não decide o que diz o coração. Do fado à marrabenta, deixa o ritmo falar, Da timbila aos nossos sons, há mil formas de criar, Cada povo tem tesouros que merece preservar, E eu não preciso ser de lá para a tua terra respeitar. De Portugal para Moçambique, vai um abraço, meu irmão, Duas terras, muitas raízes, mas a mesma condição, Carne e osso, sangue e alma, todos temos valor, Filhos de Deus, diferentes culturas, unidos pelo amor. Não é o mapa que determina quem merece a nossa mão, Nem a cor, nem o sotaque, nem a nossa condição, Se o respeito for a língua e a verdade a direção, Portugal e Moçambique rimam dentro do coração! Tem sabor na nossa mesa, tradição em cada prato, Tem história em cada rosto, tem coragem em cada ato, Do calor de Moçambique ao encanto português, Cada povo tem a sua força, cada cultura a sua vez. Do mercado à nossa rua, há histórias para contar, Há batuques, há guitarras, há motivos para dançar, Se eu te escuto, tu me escutas, ninguém tem de ser igual, É na troca de vivências que o respeito é natural. Não te chamo meu irmão só porque fica bem no verso, É porque vejo humanidade neste mundo tão diverso, Não conheço cada caminho que a tua vida percorreu, Mas respeito a tua história como respeito aquilo que é meu. E se um dia alguém perguntar o que nos trouxe até aqui, Diz que o rap fez uma ponte de Portugal a Moçambique, Sem apagar as nossas raízes, sem fingir que somos iguais, Porque unidos no respeito conseguimos ser muito mais! De Portugal para Moçambique, vai um abraço, meu irmão, Duas terras, muitas raízes, mas a mesma condição, Carne e osso, sangue e alma, todos temos valor, Filhos de Deus, diferentes culturas, unidos pelo amor. Ao meu mano, do outro lado do oceano, Portugal está aqui, Moçambique também. Duas culturas, duas vozes, uma só humanidade. Porque antes de sermos de um país, somos pessoas. E enquanto houver respeito, há sempre uma ponte para construir. Paz, meu irmão!
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