Flor extranjera

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Flor extranjera

Minha mente vai a loucura Saio à procura da cura Nas noites em busca de fuga Tive visões obscuras na rua Resquícios de meus vícios refletidos nas fases da lua Minha carne crua é toda tua Te quero nua, pura purpurina Púrpura minha mente como codeína Viciante, minha heroína Delirante, toda sua melanina Menina, tu me fascina, ensina como te ter Te satisfazer, só lhe peço esse prazer Tropeço no começo de meus versos Estagnado em diversos pensamentos inversos Congelado no inverno russo Bem distante do meu curso Surtando dando murro em ponta de faca O sangue fluindo pela cascata Amarga, mantenha sua boca calada Lembre-se que é pra ti cada refrão Cada trago no pulmão Imundo, estrago meu mundo, porra Pare por um segundo, me socorra Corra, antes que minha alma morra Trágico momento, eu tento Lamento mas o vento trouxe sofrimento Nasci em um universo distópico Caótico recheado com ódio O fascismo vende mais que ópio Me disseram pare, hoje estou no pódio Onde tu não pode alcançar Quem mandou tu nem tentar Cortaram as minhas asas, como eu pude decolar? Se o amanhã não raiar? Minha glória não chegar? As preces deus não escutar? Minha mãe disse: filho me escuta Mil desculpas pela falta conduta Dona Patrícia me fez homem e não uma puta Me mostrou o caminho da luta Guerra sofrida, falha batalha pela comida Cadê a vivência dessa vida Pura sobrevivência, sem clemência Sem consciência de classe Negativaram meu passe Nesse bate e rebate Não há quem escape É corra, mate ou morra Tome seu Matte Leão Seu chá de abstenção, sabor limão Vá para Marte, lá tem uma estação Com toda essa dor, bato reflexão Ao invés de cuidar ou consertar É melhor substituir, ir pra outro lugar Mas será vai adiantar, novo lar, o mesmo pensar Destruímos aqui, também iremos destruir lá Passaremos como um cometa por cada planeta Plantação de poluição, semeando humanos Será que esse é plano, que insano meu mano Tava aqui pensando em quem eu amo Estou de mãos abanando Vejo o meu pai chorando Esperando os dias de glória Bebendo para apagar suas memórias Querendo poder trilhar uma nova história Frequentemente tem entorpecentes na minha mente Tanta agulha que meu corpo não sente mais nada Bala perdida no inocente, pro corvo a bala é achada Bola pra frente, menos uma semente plantada O que será iria germinar, o novo Einstein de Ak Machado de fuzis, corpos de civis É inútil sua ciranda, seu cartaz de papelão Fogo nos ônibus e em tudo que é corporação Nunca fui freguês, o vilão eu o burguês Chegou a minha vez

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7 years ago

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@PachenkoCccP 🔥🔥🔥🔥estou a gostar👏👏👏

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fire! tá chegando lá meu bom

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