No Meio Da drama
No meio do drama, tudo se inflama, A vida parece um filme, uma trama. O coração bate forte, sem clama, Buscando no silêncio, uma chama. Na busca por paz, se ampara, Mas a dor, que em mim, se desarma. O destino se enreda, se trama, E o que era certo, agora, se desarma. A alma clama por mais calma, Mas a tensão aumenta, se inflama. O tempo corre, sem grama, E a esperança se esconde na lama. Com fé, sigo, mas a estrada é drama, Em cada passo, a vida me chama. Entre sombras e luz, se aclama, A força surge, o fim não é de lama. No sabor do mandarim, tudo é jardim, Cores vibrantes que brilham, assim. A doçura me encanta, me faz um fim, Como o sol que brilha no céu sem fim. Na fruta, o segredo do meu bom caminho, Roubando o brilho do amanhecer sozinho. Doce e ácido, é como o destino, No sabor do mandarim, eu me alinho. No mercado, a fruta reluz, enfim, Encontro alegria, pura e sem fim. Com cada fatia, renovo meu mim, A vida é mais leve com um toque de mandarim. Entre as árvores, Como as árvores, sou forte, sem fim, Minhas raízes se espalham, como o vento em mim. Cresço com o tempo, em cada passo, assim, Como as árvores que enfrentam o destino sem fim. Nos altos galhos, busco o céu azul, Como as árvores que tocam a luz, sem tumulto, Com os pés na terra, meu espírito é o sul, Como as árvores, busco a paz, meu refúgio oculto. E assim, como as árvores, eu sigo, sem fim, A vida se renova, como o vento nas árvores, assim.
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