3RUAS
3RUAS Rap de resistência e identidade urbana) --- **Verso 1:** As ruas são vivas, respiram fumaça e suor, Cada calçada tem história, cada muro tem cor. De dia é o corre, de noite o tambor da quebrada, Sobrevivente escrevendo a saga não contada. O asfalto é testemunha: sangue, glória e traição, Mas a fé da mãe solo alimenta a minha mão. Vi o dinheiro subir, vi o amor descer, Na esquina o poeta aprendeu a vencer. Não é filme de herói, é a vida real, Cada cicatriz no peito é um verso pro jornal. O sistema fecha os olhos, mas a rua grita, Nas vielas da esperança, a revolução palpita. **Refrão:** As ruas são minha escola, meu templo, minha guerra, Cada luta é verso, cada queda é canção na terra. Não me digam de fronteiras, meu mapa é o gueto, Sou filho do desconto, irmão do desacerto! **Verso 2:** Na boca do povo, o trem balança a verdade, Entre a fome e o sonho, a rua é a cidade. O jovem vende arte, o velho vende história, Enquanto a polícia escreve outra página de glória. Tem nego que some, vira número no jornal, Mas a voz do grafite rasga o céu de metal. Nas quebradas, a fé é bala contra o medo, O bonde não para, segue o ritmo do segredo. A favela é mãe, cria guerreiro e doutor, Nas mãos dela, o mundo vira um tambor. **Ponte:** Se a noite cai pesada, a gente ascende a luz, Faz da dor um verso, do caos uma cruz. Não importa o destino, importa o que se planta, A rua não esquece quem levanta a bandeira! **Refrão:** As ruas são minha escola, meu templo, minha guerra, Cada luta é verso, cada queda é canção na terra. Não me digam de fronteiras, meu mapa é o gueto, Sou filho do desconto, irmão do desacerto! OUTRO E quando a mente cansa, lembro do que é meu: O cheiro de luta, o grito do terreiro. As ruas são sagradas, meu altar de cimento, Enquanto houver resistência, o rap é meu instrumento.
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3RUAS Rap de resistência e identidade urbana) --- **Verso 1:** As ruas são vivas, respiram fumaça e suor, Cada calçada tem história, cada muro tem cor. De dia é o corre, de noite o tambor da quebrada, Sobrevivente escrevendo a saga não contada. O asfalto é testemunha: sangue, glória e traição, Mas a fé da mãe solo alimenta a minha mão. Vi o dinheiro subir, vi o amor descer, Na esquina o poeta aprendeu a vencer. Não é filme de herói, é a vida real, Cada cicatriz no peito é um verso pro jornal. O sistema fecha os olhos, mas a rua grita, Nas vielas da esperança, a revolução palpita. **Refrão:** As ruas são minha escola, meu templo, minha guerra, Cada luta é verso, cada queda é canção na terra. Não me digam de fronteiras, meu mapa é o gueto, Sou filho do desconto, irmão do desacerto! **Verso 2:** Na boca do povo, o trem balança a verdade, Entre a fome e o sonho, a rua é a cidade. O jovem vende arte, o velho vende história, Enquanto a polícia escreve outra página de glória. Tem nego que some, vira número no jornal, Mas a voz do grafite rasga o céu de metal. Nas quebradas, a fé é bala contra o medo, O bonde não para, segue o ritmo do segredo. A favela é mãe, cria guerreiro e doutor, Nas mãos dela, o mundo vira um tambor. **Ponte:** Se a noite cai pesada, a gente ascende a luz, Faz da dor um verso, do caos uma cruz. Não importa o destino, importa o que se planta, A rua não esquece quem levanta a bandeira! **Refrão:** As ruas são minha escola, meu templo, minha guerra, Cada luta é verso, cada queda é canção na terra. Não me digam de fronteiras, meu mapa é o gueto, Sou filho do desconto, irmão do desacerto! OUTRO E quando a mente cansa, lembro do que é meu: O cheiro de luta, o grito do terreiro. As ruas são sagradas, meu altar de cimento, Enquanto houver resistência, o rap é meu instrumento.