Sigo último vagão
Sigo último vagão No fim da escuridão Meu lugar e no fundão No final do mundão Nas escrituras da vida Onde que eu me abito O meu habitante e lírico E nele eu me adapto Cenário Onde o ambiente e raro Me esmagou na tortura do passado Infiltrada no chão árido Tão triste Sigo pasmo Sistema Sistemático Mentalidade e curva Tipo dobras no espaço Tipo dores comovida Movimenta a ferida Cicatrizes Que marca as passagens doloridas Sem cativo Sem risos O que ouve comigo Aliás eu estou preso Em meu próprio ombro amigo Meu abrigo Em quelibrio Quero guerra quero paz Hoje vou partir pra frente eu quero mais E que se dane E que dobre Passe ao próximo No tom de óxido Tão tóxico Sobre a terapia Da melodia Adrenalina que de cara Me trouxe a cura Doidera pura Sou criatura Bem criativa Distorso palavras perdidas Que se combinam Em um piscar de ideologia Quebrando o Prisma A lucidades e um veneno Pior ainda Tão improvisa E vá além do que conspira
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